quinta-feira, Novembro 20, 2014

Domingo: Lezíria do Tejo

A volta do próximo domingo é a da Lezíria do Tejo, com o seguinte percurso. Segue mais uma 'etapa' desta pré-temporada chuvosa, principalmente durante a semana e ao que os domingos têm escapado.
No último, na Volta de A-dos-Arcos, destaque para o numeroso pelotão, para o ritmo bastante adequado na maior parte do trajeto, apesar de as médias elevadas em plano desmentirem-no...
Na parte final, a partir dos Cadafais para Arruda, na ligação à subida de A-dos-Arcos, sobressaíram as diferenças de forma física - o seu estado e os objetivos nesta fase do ano -, levando a que um pequeno grupo se destacasse, definitivamente, logo nas primeiras rampas após os Cadafais, de um segundo que inicialmente contava com quase o mesmo número de elementos, mas que veio a desmembrar-se, apesar da moderação e da estabilidade do andamento. Mas, também, os da frente(pareceu) que não mantiveram a integridade original.    

sexta-feira, Novembro 14, 2014

Domingo: Volta de A-dos-Arcos

A volta do próximo domingo é a de A-dos-Arcos, com um percurso que tem alterações em relação ao dos últimos anos. Resumidamente, em Azambuja (quando antes se invertia o sentido) segue-se em direção ao cruzamento de Aveiras, onde se vira à esquerda até essa vila, seguindo o traçado inverso ao da Volta da Ota até à rotunda. Daqui (3.ª saída) segue-se novamente em direção a Azambuja, onde se volta a tomar a EN3. A partir daqui (deste troço que é novo) o trajeto é igual.   

terça-feira, Novembro 11, 2014

Jantar de final de temporada

No próximo dia 28, realiza-se o tradicional jantar-convívio de final de temporada do grupo Pina Bike.
Os interessados deverão inscrever-se na loja Pina Bike ou pelo telefone 219820882, para saber todas as informações (local, hora, preço)
Inscrições sujeitas a pagamento de sinal.

quarta-feira, Novembro 05, 2014

Domingo: Sobral-Merceana-Alenquer-Sacavém

No próximo domingo, a Volta é de Sobral-Merceana-Alenquer-Sacavém, e tem um percurso que se insere no contexto de pré-temporada, ainda que, para alguns, se vislumbrem objetivos a curto prazo, como o sempre concorrido Tróia-Sagres, que, por tradição, é o mais importante evento de ciclismo de estrada do inverno - mas que, no próximo, anto terá a forte concorrência do estreante Algarve Granfondo.

Também para estes que entram precocemente na época, as tiradas domingueiras em grupo, mesmo nesta fase de 'defeso' em que é impossível que não  incluem picos de intensidade, como se verificou na última semana, poderão servir para 'aprontar' a longa jornada até ao Algarve, em meados de dezembro.

Regressando à Volta do próximo fim de semana, o início por Bucelas e a subida para o Forte do Alqueidão é importante para marcar a toada do andamento, que se pretende moderada, seguindo-se uma extensa secção em terreno plano até... Sacavém, onde se inicia a segunda dificuldade do relevo do dia, a subida para a Apelação, antes de descer para Loures.    

quinta-feira, Outubro 30, 2014

Domingo: Camarnal

Depois da realização da Clássica Livramento-Óbidos, no passado domingo, no próximo (dia 2) arranca, definitivamente, a fase de defeso/pré-temporada de 2015, que culminará com o final do ano, para alguns, durante o mês de janeiro. 

Com isto, inicia-se, de acordo com o que é habitual no calendário de actividade do grupo Pinabike, um período em que as Voltas domingueiras são, na sua esmagadora maioria, em revelo (também maioritariamente) plano. 

O objectivo é, não só a adequação às recomendações de treino nesta fase (de interregno/moderação) da época, como também para promover o colectivismo e o espírito de coesão e camaradagem (convivência) que, no miolo da temporada, é mais difícil de implementar. 

Para tal, também por «tradição», sugere-se a retemperadora paragem intermédia para beber café e, principalmente, que o núcleo do grupo (os elementos mais assíduos; e a todos os interessados) que contribuam para preservar o andamento certo, não necessariamente de passeio, mas isento de cavalgadas e frenesim, em suma, das intensidade que, creio, todos concordarão, não se coadunam com esta fase do ano desportivo.

De qualquer modo, esta recomendação/sugestão/pedido em nada belisca a filosofia que preside às voltas domingueiras do nosso grupo: não há «imposições» ou regras, cada um está livre de impor ou seguir o ritmo que quiser.


No próximo domingo, então, a pré-temporada inicia-se com a Volta do Camarnal, um percurso recente nas nossas lides.  

Crónica do Campeonato do Mundo-2014. Perdão, do Livramento-Óbidos!


A edição de 2014 da Clássica Livramento-Óbidos, organizada pelo camarada Paulo Pais, foi mais um retumbante sucesso, ao reunir várias dezenas de participantes dispostos a contribuírem para uma jornada de sã convivência e momentos de intenso (e imenso!) ciclismo, honrando a denominação simpática por que está a ficar afamada, a de Campeonato do Mundo... As condições meteorológicas desde outono primaveril – ou quase estival... – também ajudaram e foi praticamente sem aquele habitual friozinho cortante matinal que o pelotão arrancou do Livramento em direção a Torres, cumprindo a regra que faz do conceito/filosofia deste evento ser tão peculiar: o andamento «certo», sem desvarios, até à paragem em Óbidos.

De qualquer modo, há andamento certo e... andamento certo. E há que... «metê-lo». Este ano, calhou-me (voluntariamente!) a mim e ao Mário (a partir de Torres, esclareça-se) e com mais intensidade do que nas mais recentes edições. Na primeira parte do percurso, este ano, média 35,8 km/h; em 2013, 33 km/h. E acrescente-se o fator peito ao vento, que, se a memória não me trai, no ano passado, para mim foi inexistente - ou quase. Mas, como disse, a (minha) iniciativa foi voluntária e, acima de tudo, motivada pelas boas sensações de final de temporada – ainda resquícios de forma trazidos do Skyroad da Lousã. Mas não há milagres, e a boa vontade implicou naturalmente desgaste, num terreno ascendente (ainda que suave) e muito aberto ao vento. De resto, reconheço que as sensações (boas) não refletiram a pulsação média algo elevada.

De qualquer modo, repito, não estive sozinho nessa «generosa» função. Acompanhou-me o Mário, que, analisando o desempenho coletivo do regresso (e mesmo excluindo o efeito retemperador da paragem de alguns minutos devido a queda no pelotão na aproximação ao Ameal), arrisco afirmar que foi o homem do dia! Justifico-o, desde logo, ao comparar a sua prestação como a minha, uma vez que, em Óbidos, tínhamos o mesmo nível de exposição ao desgaste: no final, a partir do Turcifal, eu entrei claramente na reserva, enquanto o novo reforço da equipa Pinabike ainda teve pilhas para integrar o grupo da dianteira e liderá-lo até à derradeira rampa. Para mim, o homem da Clássica! Mais uma vez, impressionante! Uma enorme promessa para 2015, mas também uma expectativa de ver como reage ao longo de uma época desgastante.

No entanto, e perdoem-me continuar «a puxar a brasa à (nossa) sardinha», estendo a homenagem à presença massiva de elementos Pinabike, que corresponderam não só ao compromisso/dever de representar um dos grupos domingueiros de maior nomeada da nossa região, mas, acima de tudo, de gratidão e honra à camaradagem, disponibilidade e simpatia de sempre do mentor desta Clássica, o insuperável PP. A todos eles (nós), uma vénia!

Voltando à estrada, eis o rescaldo do regresso, a parte «competitiva», a partir de Óbidos, em que desde logo o andamento foi «livre», e não só após o Bombarral (também contrariamente ao que tem sucedido em pretéritas edições - cuja mudança aplaude-se, embora tenha havido algum excesso de nervosismo, e não só durante este trajeto). Assim, média de 37 km/h contra apenas 32 em 2013, com diversos elementos empenhados em puxar pelo extenso e agora muito mais alongado pelotão. Todavia, foi com a entrada no falso plano ascendente para o Outeiro da Cabeça que se «libertaram os cavalos», embora sem a selvajaria dos piores anos. Foi, de resto, muito à imagem de 2013: andamento certo, sem ataques ou esticões. E com a média idêntica: 37,5 km/h.

Ao invés, na descida rapidíssima que se segue, começaram as movimentações, que animam a toada mas, naturalmente, condenadas, sem exceção, ao insucesso. No topo seguinte, um dos mais desabrigados deste troço até Torres, o andamento elevou-se uns bons furos, e uma solicitação mais forte para fechar um espaço fez-me atingir o pulso máximo do dia (185). Mas quando a contenda parecia definitivamente lançada, ocorre uma queda no meio do pelotão, devido a um furo (rebentamento), que motivou a indispensável paragem.

No reatamento, embora com o grande grupo fracionado pela saída a conta-gotas de alguns elementos, que se meteram ao caminho durante a neutralização, os momentos mais altos estavam reservados para a parte final do trajeto, a partir de Torres, como é habitual. O primeiro topo da Variante daquela cidade foi em ritmo progressivo, não «atacado» desde o início, deixando para o topo final e ligação a Catefica as maiores intensidades. Naquele, meti o andamento mas sem grande seletividade, por dois motivos: primeiro, o Freitas pediu-me para não forçar; segundo, as pernas já não estavam boas para fazê-lo... A seguir, na passagem pelos stands, o Mário rendeu-me e teve a mesma recomendação do Freitas. A este fez bem pedir!... O mesmo já não podia ao Duarte Salvaterra ou ao elemento do Movefree (azul), atacantes, à vez, na rampa final para Catefica, a obrigarem a cerrar fileiras nas suas rodas. A mim, o esforço de fechar espaço de alguns metros acabou-me com o resto...

Na ligação ao Turcifal e à rampa final do Livramento, apenas o corte no grupo da frente, com cerca de 10 unidades (5+5), como resultado, primeiro, de um forcing longo do João Silva e, depois, de mais uma iniciativa intensa do Duarte, e definitivamente, devido a outro ataque do Movefree. Eu e o Duarte ficámos no 2.º grupo; o Freitas e o Mário no 1.º. Na rampa final queimaram-se os últimos cartuchos. Por ter ficado à distância, não sei quem ganhou a camisola de Campeão do Mundo. Mas merece-a, certamente! Será que a partir do próximo ano haverá essa «graça», que propus ao PP?! – haver um jersey arco-íris para «defender» na edição seguinte. Tinha a sua... piada!