Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Domingo: Sto. Estevão

A volta de domingo é a de Santo Estevão, a rainha das lezírias. O percurso é bem conhecido da maioria dos ciclistas que costumam participar nas jornadas semanais do nosso grupo.
Devido às características do traçado, longo, sempre a rolar sem dificuldades de relevo (o que de mais inclinado existe é a... ponte de Vila Franca), não se estabelecem neutralizações para reagrupamento. Só se alguma incidência assim o recomendar.


Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Chuva, furo na roda e... nas pernas

O último fim-de-semana, tinha decidido que marcaria o regresso paulatino à actividade física, uma espécie de preparação para melhor entrar na pré-temporada. Na verdade, não era mais que o reconhecimento que não poderia continuar a fazer corpo mole durante mais tempo, sob pena de amargurar todos os domingos para aguentar os andamentos dos resistentes que nunca param - ou não caem tanto como eu.
Como não tenho disponibilidade para uma abordagem do tipo profissional à dita pré-temporada (caminhadas, ginásio, corrida, natação...), o meu único recurso é voltar à bicicleta quanto antes, uma horinha na estrada ou em cima dos rolos, intercalando-a com sessões de electro-estimulação muscular (Compex). Suficiente!
Mas este regime era para arrancar depois do fim-de-semana. Porque durante, cumpri dupla jornada de treino (sábado e domingo) com a fadiga que daí se adivinha ter resultado. No sábado, com o grupo habitual da rotunda dos Caniços, rolámos na lezíria – eu menos porque tinha limitações horárias, mas os restantes cumpriram a volta de St. Estevão. Andou-se bem, em regimes adequados à época, mas, no regresso, a sós, desde Benavente, sob efeito do vento, os cerca de 90 km que contabilizava em Alverca já pesavam a quem está no início... do início.
De qualquer modo, foi uma bela manhã e um treino produtivo, que permitiu voltar à célebre estrada da lezíria (Benavente-Estalagem do Gabo Bravo, na recta do Cabo), cenário a fazer lembrar as clássicas do Norte da Europa. Infelizmente, um troço de 200 metros permanece, há anos, em muito mau estado, passando ao lado da última campanha eleitoral para as autárquicas. Não deve interessar a muitos, digo eu!
As marcas de sábado – já sabia – perdurariam no domingo na volta de grupo. Para mais, ao realizar-se sob intempérie de aguaceiros e vento. Por isso, arranquei a caminho de Loures consciente que havia limites que não poderia/deveria ultrapassar durante a tirada, sob risco de acabar em fortíssimo «empeno». Quando fosse hora de deixar-me «descair», fá-lo-ia sem reservas. Nada de ímpeto!
O percurso não era o mais amigável. Embora – diz-me a experiência – que os mais amargos «no papel» muitas vezes se tornam os mais doces. Este não era muito, nem pouco: mas sim em sobe e desce longo e suave, que certamente não permitiria chegar a casa descansado.
A subida para o Forte do Alqueidão confirmou as expectativas. O andamento não foi alto, apenas moderado face ao vento.... forte. Os elementos mais em forma nesta altura do ano tomaram as rédeas, porque, por vontade da maioria em que me incluía, teria sido muito mais demorada a ascensão. Entre aqueles, o Carlos Gomes (ainda...), o Carlos Cunha (até agora Bianchi Pantani ou Azul, e que descobrimos ter sido vizinhos até há cerca de um ano), o Freitas (na fase inicial, depois mais resguardado, por certo também a acusar os 130 km da véspera), o Evaristo e o Nuno Garcia (cada vez mais activos) e o Manso «Cancellara», que felicitei pelo regresso ao nosso convívio, no prelúdio de uma amena cavaqueira que durou até Arranhó. Aí, também ele foi dar o seu contributo à frente.
Atingi o Alqueidão poupando, ao máximo, as energias e os músculos. Ainda assim, a economia teria sido mais profícua com «un pontito menos» (como diria «Perico» Delgado) no andamento. Muito faltava a percorrer e convinha alimentar-me desde já, porque nesta fase os «timings» chegam mais cedo e menos intervalados.
Na descida para Arruda, furei, obrigando a uma paragem sob chuva e algum frio. Mais, para quem tinha arriscado o calçonito num dia destes, como o papá Garcia, cheio de hormonas maternais do leite que pirateia à filha. E para o trabalho que deu o meu pneu de 11 anos, que fez a vida negra aos desmontas e a chacota do «Cancellara», que fez as honras de chamar a si a tarefa de reparação. A propósito: interrogo-me sobre o motivo de serem raras as ocasiões, quando furo em grupo, ser eu a fazer a operação – como é normal e lógico. Será que os meus camaradas percebem, no meu semblante de desconsolo, que a última coisa para que tenho algum jeito é para trocar rodas? E que nesta situação, o Manso ficou sensível ao risco de a filha do Garcia ficar órfã de pai, e meteu mãos à obra ao vê-lo a não aguentar o bater dos dentes? Mas também será por um pouco de meu comodismo, confesso.
Sobre esta e outras incidências da volta, reporto para a crónica do Manso no Voltas ao Oeste.
Em Arruda, houve abandonos encorajados pela incontinência das nuvens. Menos mas mais molhados, até Carregado/Alenquer, o perfil da estrada ajudou, no meu caso, a disfarçar o cansaço. Todavia, a caminho da Merceana, quando os mais duradouros nesta longa temporada decidiram carregar (um pouco) mais nos crenques, fiquei imediatamente descompensado. Ainda assim, muito aquém do que esperaria, uma vez que, definitivamente, não era dia de correrias para ninguém.
Curiosamente, o Freitas comungou das minhas (más) sensações e deu voz aos seus condicionalismos físicos, oferecendo-me a sua tenra roda na longa subida de regresso ao Sobral. Aí destacou-se, com naturalidade, um pequeno grupo (Manso, Garcia, Evaristo, Salvador), que terá contemporizado quando nos sentiu em dificuldades. Estavam por sua conta, à vontade para seguir no ritmo que mais lhes convinha, mas foram amigos... De qualquer modo, não vi ninguém com inequívoca disponibilidade para continuar forçar o ritmo.
No meu caso, mais do que dificuldades, foi a necessária adequação da velocidade às limitações. Assim, não foi duro chegar, integrado no grupo, ao Sobral e depois ao Alqueidão, claro está, beneficiando sempre a parcimónia/compreensão deste. Pela qual agradeci!
No final, foram 116 km e mais de 4h00 de pedal. Num daqueles treinos esforçados, em má forma, sob chuva e vento que, como disse o «Cancellara», valem por dois!

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Domingo: Sobral-Arruda-Alenquer-Sobral

A volta do próximo domingo deixa as planícies das últimas semanas. O percurso é em sobe-e-desce sempre suave, pelo eixo Sobral-Arruda-Alenquer-Sobral, bem conhecido.
Sugere-se os seguintes pontos de neutralização:
Sobral (rotunda da Praça de Touros)
Alenquer (rotunda grande)
Sobral (centro)




Terça-feira, Novembro 03, 2009

Crónica da Marginal

A volta da Marginal-Alcoitão foi pouco... clássica. Desenhada em percurso atractivo pelo facto de passar ao longo da zona ribeirinha de Lisboa e Marginal até ao Estoril, a tirada acabou por ficar marcada por alguns contratempos causadores de fracções várias no numeroso pelotão que arrancou de Loures.
O primeiro sucedeu logo à saída de Sacavém, a provocar atraso irremediável a mim e mais uns quantos. Motivo: paragem devido à quebra de um cabo de mudanças da bicicleta do Freitas, cuja reparação (ou melhor, o desenrasque possível) demorou alguns minutos, os suficientes para o grosso da coluna se colocar a longa distância sem o devido compasso de espera – que poderá ter explicação no facto de alguns elementos terem começado a ficar impacientes perante uma situação de fuga protagonizada pelo Jony. No local (da avaria) permaneceram, além do Freitas, eu, o Carlos Gomes, o Steven e o mecânico de serviço: o Pina.
Com o Freitas «limitado» à pedaleira grande e a sua bicicleta sem o agora inútil desviador, metemo-nos à velocidade de perseguição, e em boa colaboração fez-se uma média de 36 km/h entre Parques das Nações e Cais do Sodré. Até que, junto à Praça da Ribeira, deparámos com o Jony a trocar um pneu furado. Do pelotão, nem sombra...
Parámos, obviamente, criando novo impasse que tornava o reagrupamento (que já era muito difícil) totalmente impossível.
E como a paragem demorou! O homem não atinava com a câmara de ar – entre várias novas igualmente furadas, gastou várias até alguma servir. Deu para arrefecer e pensar como abordar o restante trajecto. No reatamento sobravam, além de mim e do Jony, também o Carlos Gomes, o Gil e o João Lopes. Estes dois últimos, entretanto, tinham preferido largar o grupo da frente.
Mais uma vez, não demorou para fixar a velocidade cruzeiro em torno dos 35 km/h... até nova paragem. Agora num posto de abastecimento mais próximo para reforçar a pressão do pneu. Mas mais uma vez, só uma não chegou. Há falta de agulheta abandonou-se a bomba de Belém sem ar e só se concretizou a tarefa em Algés, após uma pouco ortodoxa transposição de jardim. Não havia meio de manter o ritmo.
De qualquer modo, sem o aparato e as cavalgadas em pelotão (aliás, nesta altura é bem mais conveniente a moderação) estava longe de deixar de acreditar que ao longo da Marginal a pulsação não subisse. Não quando se está em poderosa companhia. Refiro-me ao Carlos Gomes e ao Jony - que monopolizaram as despesas (algo exageradas...) na ligação entre Cruz Quebrada e o Estoril. Tiveram o estímulo da presença de dois forasteiros (jovens triatletas seleccionáveis) desde o cruzamento do Estádio Nacional, que não se fizeram rogados a intrometer-se no andamento do comboio, colaborando amiúde para não deixar cair o andamento. O Gomes e o Jony «deram-lhe» bem, mas naquele terreno não era previsível que quaisquer «rodistas» sentissem significativas dificuldades. No Estoril, os forasteiros despediram-se simpaticamente. Nesta correria desenfreada, fez-se uma média de 40 km/h. Redondos!
Era hora de o piso inclinar, mesmo que suavemente. O Gomes continuou a meter ferro, com um passo muito certo que não deixou ninguém à vontade. No meu caso, era o prolongamento dos regimes (demasiado) elevados desde Sacavém, fruto da paragem total de defeso. Em Alcoitão, soou o alarme: o Jony atrasara-se (não sei por que motivo: dificuldades, trânsito ou outro...) e aliviou-se os crenques para permitir a sua recolagem. A partir daí, até S. Pedro de Sintra – pelo emaranhado de rotundas criado pela nova auto-estrada – o ritmo foi mais brando. Ou melhor, pelo menos garantiu que todos permanecessem na roda amarga do Gomes.
Junto ao autódromo encontrámos o Pedro, de Mafra – que, sem surpresas, esclareceu sobre o enorme atraso para o pelotão principal – ou que sobrava dele, já que antes de S. Pedro alcançámos um grupo que incluía o Steven, o ZT, o seu pai, o Samuel e o Morais «Morales».
Em Sintra, parou-se, agora voluntariamente, para abastecer. Até Loures, o andamento foi tranquilo, propiciador de bate-bocas, só interrompido, no troço Negrais-Sta. Eulália, para não destoar da tradição. Depois, na longa descida, efectuada a alta velocidade, o topo de Guerreiros serviu-me para mimar as pernas, abusadas durante longos quilómetros. O Steven fez-me companhia, solidário com as minhas dificuldades (ou para gozar da ocasião, como gracejou) mas quase no final da descida voltávamos a reunir com os restantes.
De Loures a Alverca, com o Jony e o Salvador (único representante visível do pelotão da frente, mas desdobrando-se em críticas ao andamento deste) continuei a higienização dos músculos, embora os «maganos» tenham insistido, demasiado, na pedaleira grande. O vento estava a favor. Eu é que não! Já não me lembrava (bem...) de como são aziagos os efeitos dos maus tratos em fase de inactividade.

Agora questiono? Serei eu que baixo clamorosamente de forma em duas semanas de paragem (intercaladas do fim-de-semana de 24 e 25) ou a inactividade proclamada por muitos é pura ficção. Mais relevante foi a afirmação do Steven acerca desta matéria. Dizia ele, que as minhas dificuldades eram uma pequena amostra das que, quase semanalmente, sentem os que treinam menos (que assumia ser porta-voz) para tentar acompanhar os mais fortes no auge da sua forma. Concordei. Mas não encontro remédio. É a «lei» dos pelotões!

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

Domingo: Marginal-Alcoitão

No próximo domingo, a volta é a de Marginal-Alcoitão, a que era para se realizar na semana passada, mas que teve de ser adiada devido à realização de uma prova de atletismo em Algés.
O percurso é bem conhecido e não oferece grandes dificuldades, mas sim um enquadramento paisagístico interessante. Poucas vezes percorremos a Marginal, que é sempre estimulante. A partir do Estoril, começa a subir-se, suavemente, até S. Pedro de Sintra, por Alcoitão e recta do Autódromo. Depois de descer para Sintra (passando pela via pedonal), segue-se para o Lourel-Pêro Pinheiro-Negrais-Sta- Eulália e Loures.

Os pontos de neutralização previstos são os seguintes:
1- rotunda de S. Pedro de Sintra
2- Sta. Eulália