Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Domingo: Alcoentre


A volta do próximo domingo é a de Alcoentre. O percurso é relativamente acessível e só a distância, a rondar os 130 km, poderá – além do nível do andamento, obviamente – impor mais dificuldades. O troço mais complicado do trajecto é o bem conhecido carrossel da Espinheira: 13 km em relevo parte-pernas, sempre em ascensão. Cumprida a fase inicial quase sempre plana até à Ota (43,5 km), o mais acidentado começa após esta localidade. Uma vez ultrapassado o alto da Espinheira (56,5 km), o que resta cumprir estará ao alcance das limitações de pré-temporada. Porque, até lá, a estrada é bastante plana.
Está prevista a seguinte neutralização em caso de necessidade de reagrupamento:- Alcoentre (rotunda de entrada).


Segunda-feira, Novembro 16, 2009

Santo Estevão: a crónica

Na sequência de discussões, nos últimos tempos, com diversos interlocutores sobre as problemáticas do funcionamento dos grupos, a volta de ontem foi prova cabal da convicção que defendo sobre a imprevisibilidade e a quase impossibilidade de controlo dos factores que influenciam o decurso das tiradas. Tantas vezes causa de acesa polémica, a cada concentração semanal em Loures. Nesta volta de Santo Estevão, em pleno mês de Novembro, ficou demonstrado quão expostas estão as voltas ao (forte...) contributo de «outsiders» no pleno das suas capacidades e cheios de ímpeto.
Sobre este tema, faço ponto prévio: como membro do grupo Pina Bike considero muito positiva a sua abertura ao exterior, que se tem traduzido em inequívoca e crescente «atracção» a novos participantes, menos assíduos e oriundos de vários «quadrantes». Apesar de todas as críticas e má fama que o grupo é alvo. Essa abertura a não residentes deveria ser factor de satisfação, motivação adicional para os «insiders» do grupo (para mim é...), nem que seja pela simples «preferência» que merecemos desses visitantes, alguns, com o tempo, a tornarem-se mais frequentes e até membros de «pleno direito». Em minha opinião, a afluência deve-se a uma razão: a popularidade do nosso grupo, que contra ventos e tempestades não pára de aumentar. E os «insiders» deverão ter como privilégio e dele procurar beneficiar. Tal como os ditos forasteiros, sem dúvida.
Tudo isto, a propósito de ontem ter tido as visitas ilustres do Rui Torpes e do Capela e «sus muchaxos» (camaradas). Creio que ambos dispensam apresentações. O primeiro é um velho conhecido que aparece esporadicamente durante a temporada, marcando sempre a sua presença com simpatia e elevado nível de desempenho. Afinal, é uma «figura» da competição. O segundo, mais recente entre nós, talvez para muitos ainda desconhecido, deixou cartel no início da temporada, com marca preponderante no Roteiro dos Muros, na Super-Trepadores e na Clássica de Évora.
Ambos são excelentes atletas, com estilos diferentes e, pelos vistos, momentos de forma igualmente díspares. O Torpes é mais discreto, sobressai no «momento certo» e actualmente está em início de preparação. Por isso, a sua participação na volta de ontem limitou-se a ser... simpaticamente discreta. Ao invés, o Capela é uma locomotiva, gosta de mandar no pelotão, impor o ritmo (geralmente elevado) e é extremamente duradouro – ao estilo do Renato Hernandez. As suas exibições naquelas três jornadas ficaram na retina de todos, principalmente, em Évora. É assim que se revela quando está em forma (como agora) – ou muito perto dela. Apareceu no domingo a evidenciá-la, marcando indelevelmente o desenrolar da volta para Santo Estevão, num percurso, como se sabe, praticamente plano. Sem picardias ou esticões que pudessem ser hostis, impôs um ritmo elevado (o seu) nas longas rectas da lezírias, elevando a intensidade do esforço de um pelotão que não se surpreendeu. Apenas sofreu...
Ou seja, voltou a haver o tal factor exterior, imprevisível, a influenciar o desenrolar de uma tirada que deveria ter tido intensidade muito mais moderada, em consonância com a época. Repito: não é uma crítica, apenas a constatação de como é dificílimo harmonizar pretensões individuais e colectivas. Ou como ninguém ousará querer que os domingos em grupo sejam treinos «à sua maneira»... Ontem, quem pensaria ou pretendia ter sessão de endurance saiu defraudado. Quem está em fase inicial de preparação com as limitações inerentes, não teve a manhã mais proveitosa. E sofreu...
Principalmente, na fase final do trajecto, desde o Infantado, na Recta do Cabo até Vila Franca, com a agravante do vento forte soprar «de cara», quando o andamento extravasou os limites do recomendável, atingindo os do... suportável. Mas não foi por influência exclusiva do Capela (que fez as despesas da condução do pelotão, a ritmo vivo, durante mais de 80% da volta!), mas também do Carlos Gomes, que continua em excelente momento de forma e não se sabe onde (o patamar) irá parar...
Felizmente (para mim), que a intensidade não foi sempre elevada. De início e até Benavente foi pouco mais que moderada, e só passou a regimes proibitivos a partir dos topos de Santo Estevão, ganhando especial dinâmica, como referido, nos quilómetros que antecederam a recta do Cabo. Aí rolou-se quase sempre acima dos 40 km/h, com auxílio do vento, contudo, quando mudámos de direcção (e de posição face ao vento) rolar a 35 km/h não significou menos dificuldade. Pelo contrário.
Na aproximação a Vila Franca, perante a persistência dos líderes (ainda e quase sempre o Capela e o Gomes) as dificuldades para a maioria dos restantes eram evidentes. Eu rolei durante muito tempo em total desconforto na roda do Capela e quando chegaram as primeiras inclinações, na ponte Marechal Carmona, acentuaram-se as diferenças que já se percebiam em grupo compacto. Depois de tudo, o Capela ainda teve forças para disputar o topo com o Jony – logo com ele, sempre fortíssimo em aceleração, e então mais resguardado.
A partir de Vila Franca, o ritmo foi mais brando e acessível, mas os empenos estavam lá... E havia gente maltratada que ficara para trás. Em final de manhã esforçada, uma calórica Coca-Cola acompanhada de amena cavaqueira com o Jony, numa esplanada de Alverca, foram retemperadores quanto baste. No curto e tranquilo regresso a casa, já quase tinha esquecido as agruras da manhã. Mas hoje, ao levantar-me da cama, as dores de pernas e costas relembraram-me.

P.S. Um abraço ao Capela (muito visado nesta crónica mas sem sombra de crítica, esclareça-se) e ao seu camarada Mota, que há muito não revejo. Os dois (e todos os «muchaxos» da minha terra, que, como se vê, gostam à brava do ferro) são sempre bem-vindos nas iniciativas do nosso grupo e estão desde já convidados para as edições de 2010 do Roteiro dos Muros, Super-Trepadores e das Clássicas (datas a marcar).

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Domingo: Sto. Estevão

A volta de domingo é a de Santo Estevão, a rainha das lezírias. O percurso é bem conhecido da maioria dos ciclistas que costumam participar nas jornadas semanais do nosso grupo.
Devido às características do traçado, longo, sempre a rolar sem dificuldades de relevo (o que de mais inclinado existe é a... ponte de Vila Franca), não se estabelecem neutralizações para reagrupamento. Só se alguma incidência assim o recomendar.


Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Chuva, furo na roda e... nas pernas

O último fim-de-semana, tinha decidido que marcaria o regresso paulatino à actividade física, uma espécie de preparação para melhor entrar na pré-temporada. Na verdade, não era mais que o reconhecimento que não poderia continuar a fazer corpo mole durante mais tempo, sob pena de amargurar todos os domingos para aguentar os andamentos dos resistentes que nunca param - ou não caem tanto como eu.
Como não tenho disponibilidade para uma abordagem do tipo profissional à dita pré-temporada (caminhadas, ginásio, corrida, natação...), o meu único recurso é voltar à bicicleta quanto antes, uma horinha na estrada ou em cima dos rolos, intercalando-a com sessões de electro-estimulação muscular (Compex). Suficiente!
Mas este regime era para arrancar depois do fim-de-semana. Porque durante, cumpri dupla jornada de treino (sábado e domingo) com a fadiga que daí se adivinha ter resultado. No sábado, com o grupo habitual da rotunda dos Caniços, rolámos na lezíria – eu menos porque tinha limitações horárias, mas os restantes cumpriram a volta de St. Estevão. Andou-se bem, em regimes adequados à época, mas, no regresso, a sós, desde Benavente, sob efeito do vento, os cerca de 90 km que contabilizava em Alverca já pesavam a quem está no início... do início.
De qualquer modo, foi uma bela manhã e um treino produtivo, que permitiu voltar à célebre estrada da lezíria (Benavente-Estalagem do Gabo Bravo, na recta do Cabo), cenário a fazer lembrar as clássicas do Norte da Europa. Infelizmente, um troço de 200 metros permanece, há anos, em muito mau estado, passando ao lado da última campanha eleitoral para as autárquicas. Não deve interessar a muitos, digo eu!
As marcas de sábado – já sabia – perdurariam no domingo na volta de grupo. Para mais, ao realizar-se sob intempérie de aguaceiros e vento. Por isso, arranquei a caminho de Loures consciente que havia limites que não poderia/deveria ultrapassar durante a tirada, sob risco de acabar em fortíssimo «empeno». Quando fosse hora de deixar-me «descair», fá-lo-ia sem reservas. Nada de ímpeto!
O percurso não era o mais amigável. Embora – diz-me a experiência – que os mais amargos «no papel» muitas vezes se tornam os mais doces. Este não era muito, nem pouco: mas sim em sobe e desce longo e suave, que certamente não permitiria chegar a casa descansado.
A subida para o Forte do Alqueidão confirmou as expectativas. O andamento não foi alto, apenas moderado face ao vento.... forte. Os elementos mais em forma nesta altura do ano tomaram as rédeas, porque, por vontade da maioria em que me incluía, teria sido muito mais demorada a ascensão. Entre aqueles, o Carlos Gomes (ainda...), o Carlos Cunha (até agora Bianchi Pantani ou Azul, e que descobrimos ter sido vizinhos até há cerca de um ano), o Freitas (na fase inicial, depois mais resguardado, por certo também a acusar os 130 km da véspera), o Evaristo e o Nuno Garcia (cada vez mais activos) e o Manso «Cancellara», que felicitei pelo regresso ao nosso convívio, no prelúdio de uma amena cavaqueira que durou até Arranhó. Aí, também ele foi dar o seu contributo à frente.
Atingi o Alqueidão poupando, ao máximo, as energias e os músculos. Ainda assim, a economia teria sido mais profícua com «un pontito menos» (como diria «Perico» Delgado) no andamento. Muito faltava a percorrer e convinha alimentar-me desde já, porque nesta fase os «timings» chegam mais cedo e menos intervalados.
Na descida para Arruda, furei, obrigando a uma paragem sob chuva e algum frio. Mais, para quem tinha arriscado o calçonito num dia destes, como o papá Garcia, cheio de hormonas maternais do leite que pirateia à filha. E para o trabalho que deu o meu pneu de 11 anos, que fez a vida negra aos desmontas e a chacota do «Cancellara», que fez as honras de chamar a si a tarefa de reparação. A propósito: interrogo-me sobre o motivo de serem raras as ocasiões, quando furo em grupo, ser eu a fazer a operação – como é normal e lógico. Será que os meus camaradas percebem, no meu semblante de desconsolo, que a última coisa para que tenho algum jeito é para trocar rodas? E que nesta situação, o Manso ficou sensível ao risco de a filha do Garcia ficar órfã de pai, e meteu mãos à obra ao vê-lo a não aguentar o bater dos dentes? Mas também será por um pouco de meu comodismo, confesso.
Sobre esta e outras incidências da volta, reporto para a crónica do Manso no Voltas ao Oeste.
Em Arruda, houve abandonos encorajados pela incontinência das nuvens. Menos mas mais molhados, até Carregado/Alenquer, o perfil da estrada ajudou, no meu caso, a disfarçar o cansaço. Todavia, a caminho da Merceana, quando os mais duradouros nesta longa temporada decidiram carregar (um pouco) mais nos crenques, fiquei imediatamente descompensado. Ainda assim, muito aquém do que esperaria, uma vez que, definitivamente, não era dia de correrias para ninguém.
Curiosamente, o Freitas comungou das minhas (más) sensações e deu voz aos seus condicionalismos físicos, oferecendo-me a sua tenra roda na longa subida de regresso ao Sobral. Aí destacou-se, com naturalidade, um pequeno grupo (Manso, Garcia, Evaristo, Salvador), que terá contemporizado quando nos sentiu em dificuldades. Estavam por sua conta, à vontade para seguir no ritmo que mais lhes convinha, mas foram amigos... De qualquer modo, não vi ninguém com inequívoca disponibilidade para continuar forçar o ritmo.
No meu caso, mais do que dificuldades, foi a necessária adequação da velocidade às limitações. Assim, não foi duro chegar, integrado no grupo, ao Sobral e depois ao Alqueidão, claro está, beneficiando sempre a parcimónia/compreensão deste. Pela qual agradeci!
No final, foram 116 km e mais de 4h00 de pedal. Num daqueles treinos esforçados, em má forma, sob chuva e vento que, como disse o «Cancellara», valem por dois!

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Domingo: Sobral-Arruda-Alenquer-Sobral

A volta do próximo domingo deixa as planícies das últimas semanas. O percurso é em sobe-e-desce sempre suave, pelo eixo Sobral-Arruda-Alenquer-Sobral, bem conhecido.
Sugere-se os seguintes pontos de neutralização:
Sobral (rotunda da Praça de Touros)
Alenquer (rotunda grande)
Sobral (centro)